quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O nome do dedo.


Estava coversando com o Vini, o papo de repente rumou para os nomes dos dedos.
Ele olhou para a própria mão, levantou o dedinho e disse bem satisfeito:
- Esse é o meu dedo mendigo.
 (era o mindinho!)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Tipos e tipos ...

Sabe aquele tipo de pessoa que entra em uma academia como se estivesse em casa? O tipo de pessoa que olha para uma aparelho de musculação e sabe exatamente o que fazer com ele? Sabe o nome do músculo que será trabalhado na repetição das séries. Sabe onde colocar a perna, o braço, como corrigir o peso, qual a postura correta. O tipo de pessoa que o aparelho de musculação não é um mistério. Esse tipo de pessoa ainda é capaz de ligar a esteira, escolher o programa, correr desvairadamente como se estivesse em uma ladeira do Pelourinho e ainda sorrir. Sabe o tipo de gente que faz alongamento, abdominal, pilates, spinning, body seiláoquê?
Pois eu, definitivamente, não sou esse tipo.
Infelizmente.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Elementar, meu caro

Welcome drink
-Agua de coco ou espumante?

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Lições



Eu e o Vini assistindo Wall -E.
- Porque deixaram ele na Terra se todo mundo foi embora?
- Acho que esqueceram ele, filho.
- Deve ser solitário ficar sozinho, mãe
- É, filho, deve mesmo.

Nos abraçamos no sofá.

domingo, 29 de agosto de 2010

Recortes

Na Bienal
Na fila esperando para entrar no Salão de Ideias. Logo atrás de nós, mãe e filha. A mãe falava com o marido no celular. A filha sorria sem parar olhando ao redor. Acho que tinha uns 14 anos. A mãe olhava para ela e dizia ao telefone: Você não vai acreditar! Ela até tirou fotos. Tirou foto com o livro gigante, com Monteiro Lobato... e continuou enumerando as fotos ... até que finalizou ... Acho que descobri o segredo para ela querer tirar fotos.
Olhei para menina, e sorri. Reconheci nela a adolescente que fui um dia.


No Museu da Língua Portuguesa
Domingo de manhã fomos ao Museu da Língua Portuguesa. Amo aquele lugar. Passeamos pelas palavras, aprendemos sobre a nossa língua, nos deliciamos com os neologismos do Guimarães Rosa. Até que chegou a hora de assistirmos ao filme de 10 minutos sobre as origens da língua portuguesa. Estavámos no auditório, na nossa frente um casal com a filha pequena. A menina estava sentada entre o pai e a mãe. O pai explicava para ela a próxima atração na Praça das Palavras. - Ali, filha, as palavras são projetadas no teto, nas paredes, são poesias ... A menina disse: - Ah! Pai, então foi por isso que você me trouxe aqui? Por causa das palavras. O pai olhou encantado para filha. Deu um beijinho na sua bochecha. - É, filha, porque agora você é uma menina das palavras!
Olhei para eles e sorri. Depois chorei.

Na Praça das Palavras
Aproveitei o escuro e chorei mais ainda no meio do céu estrelado de palavras.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Bienal do Livro de São Paulo. Eu Fui! Nós fomos!

     No Salão de Ideias, assistimos Moacyr Scliar, Ana Maria Machado e Contardo Caligaris falando sobre o AMOR.  Ana Maria e Moacyr estavam lançando o livro: Amor em Texto e Amor em Contexto. O livro fruto de ma conversa entre eles sobre o amor na vida e na literatura.
     Deve ser bom de ler, porque o bate papo entre os três com muitas risadas, reflexões, indicações de leitura e histórias pitorescas. Valeu!
     Moacyr começou contando sobre uma paixão da adolescência, uma paixão devastadora, que lhe tirou o sossego, o apetite e a inocência. Depois de muitas anos teve a oportunidade de rever esse amor em uma de suas viagens. Queria entender um  pouco mais daquele amor. Não chegou a conversar com a mulher, mas ao olhar para ela se questionou: Todo aquele amor por causa dela? (dela com desdém). Ele ri, todos riem. E Contardo conta sua história de amor. Também de uma amor devastador que depois de 35 anos teve a oportunidade de rever. Conta que chegou a procurar o telefone da tal mulher na lista telefônica, mas se deteve ao lembrar de um colega que vendia charutos cubanos em Genebra: Nunca acenda de novo um charuto que se apagou...
     E assim continuou a conversa, divertida e deliciosa. 

    Andar pelos corredores, apinhado de gente que gosta de ler, tem um sabor bom. Ouvir conversas de gente que gosta de ler, tem sabor melhor ainda. Andar pelos corredores, ouvir conversas e desfrutar desse mundo com a minha irmã (pela primeira vez) tem sabor inesquecível.


domingo, 15 de agosto de 2010

Prêmio São Paulo de Literatura e Nasce uma Estrela.

    Já contei aqui que no ano passado participei da Oficina de Romance do autor Raimundo Carrero durante a Bienal do Livro de Curitiba. No primeiro dia da oficina, Raimundo disse que seu novo livro A Minha Alma é Irmã de Deus estaria nas livrarias, recém lançado. Ele pediu licença e saiu para procurá-lo.
    Voltou logo, com um sorriso largo e o livro em mãos. Olhava para o livro com amor. Folheava as páginas com delicadeza, fazia um carinho discreto na capa.
    Levantou a cabeça, encarou os seus alunos e disse com voz embargada:
    - Vocês me desculpem, mas mesmo depois de tanto tempo, ter em mãos um livro recém lançado ainda me emociona.
     Lógico que me emocionei também.

    Semana passada li que o mesmo romance recebeu o Prêmio São Paulo de Literatura 2010, na categoria Melhor Livro do Ano. Enquanto lia a matéria no jornal sobre a premiação, me lembrei daquela manhã em que o livro recém nascido era admirado por seu pai. É sempre bom ver um filho trilhando um caminho bonito...

Meu livro premiado e autografado.